Ribeiras

Para o Projeto Ribeiras do Porto a empresa definiu como os três principais vetores despoluir, desentubar e reabilitar, e que se pretende permitam estabelecer um compromisso entre o caráter fortemente urbano e os recursos hídricos da cidade. Para além da melhoria da qualidade da água através da eliminação dos principais focos de poluição, a Águas do Porto, tem igualmente desenvolvido projetos de requalificação das ribeiras da cidade, em especial nos troços a céu aberto e naqueles que, encontrando-se entubados, podem ainda ser reconvertidos em áreas de verdes.


O Projeto Ribeiras do Porto considera as três dimensões da sustentabilidade (ecológica, social e económica) com o intuito de valorizar as funções de proteção de recursos hídricos, controlo de cheias e prevenção de riscos ambientais, bem como promover a qualificação territorial e ambiental das zonas de intervenção em benefício da melhoria da qualidade de vida da população.


Através da reabilitação das linhas de água é impressa expressividade renovada no tecido urbano através da construção de percursos pedonais e/ou cicláveis contínuos ao longo da linha de água e de um maior envolvimento da população. Estes caminhos interligam locais de interesse cultural e áreas verdes públicas na sua proximidade. Os rios e as ribeiras reabilitados passam, assim, a ser o conceito potenciador de novas artérias de mobilidade que favorecem a circulação do peão e do ciclista, facilmente integráveis nos seus quotidianos, contribuindo para a sustentabilidade da cidade e qualificação territorial.


Ribeira de Aldoar

A ribeira de Aldoar é a maior linha de água da orla costeira e localiza-se na zona ocidental da cidade. Os seus afluentes nascem na freguesia de Aldoar e Ramalde, desaguando junto do Castelo do Queijo. Possui cerca de 8,5 km e uma bacia hidrográfica de 4,2 km2. Aproximadamente 93% do seu traçado encontra-se entubado.

Considerando a necessidade de substituir as infraestruturas da ribeira de Aldoar na Av. Boavista a jusante da Av. Dr. Antunes Guimarães, encontra-se em fase de desenvolvimento o projeto de desvio e desentubamento da ribeira de Aldoar, tentando com a nova solução retratar, ainda que em meios urbanos e numa área confinada, uma linha de água meandrizada, aproximando-a do seu estado natural.


Ribeira dos Amores

A ribeira dos Amores nasce na freguesia de Paranhos e segue em direção ao concelho da Maia. Esta ribeira é afluente do Rio Leça e apresenta na cidade do Porto uma extensão de aproximadamente 790 metros e uma bacia hidrográfica de cerca de 4 268 m2. A ribeira dos Amores na cidade do Porto encontra-se totalmente entubada.


Ribeira da Asprela

A ribeira da Asprela, afluente do Rio Leça, tem vários afluentes que nascem no concelho do Porto, na freguesia de Paranhos. Esta linha de água apresenta, na cidade do Porto, uma extensão de aproximadamente 4,89 km e uma bacia hidrográfica de cerca de 3,42km2. A ribeira da Asprela encontra-se maioritariamente entubada, com apenas 17% a céu aberto.

Está previsto o desentubamento e reabilitação de um troço da ribeira da Asprela junto do Instituto Português de Oncologia (IPO). 

Reabilitar
Uma das primeiras ações de reabilitação de linhas de água da cidade ocorreu num troço da ribeira da Asprela junto do bairro do Outeiro. Neste troço piloto foram aplicadas as primeiras técnicas de bioengenharia para estabilização de margens. 


Em 2014, a Universidade do Porto, deu início ao desentubamento e reabilitação de um troço da ribeira da Asprela entre as Faculdades de Engenharia e Economia (Campus Asprela - Área Nascente).


Ribeira de Cartes

A ribeira de Cartes é um afluente do Rio Tinto e localiza-se na sua maioria na freguesia de Campanhã. Esta linha de água apresenta apenas um troço a céu aberto junto da rua Amorim Carvalho e tem, na cidade do Porto, uma extensão de 4,39 km e uma bacia de 2,02 km2. Apenas 1,96% da ribeira se encontra a céu aberto.


Ribeira de Currais

A ribeira de Currais é um afluente do Rio Tinto e localiza-se nas freguesias de Campanhã e Paranhos no concelho do Porto e na freguesia de Rio Tinto, concelho de Gondomar. Apresenta uma extensão de 789 m. Esta linha de água apresenta apenas 17% a céu aberto. 

O Metro do Porto, no âmbito da construção da Estação de Nau Vitória da linha para Gondomar, procedeu à requalificação do troço da ribeira de Currais a montante do entubamento junto do Centro de Comando Operacional do Porto (Rede Ferroviária Nacional - REFER EPE).


Ribeira da Ervilheira

A ribeira da Ervilheira (ou ribeira de Gondarém) nasce perto da rua Afonso Baldaia na freguesia de Nevogilde e desagua na Praia de Gondarém. A ribeira possui uma extensão de aproximadamente 1,0 km e uma bacia hidrográfica de cerca de 0,203 km2.


Ribeira da Granja

A ribeira da Granja, igualmente conhecida por ribeira do Ouro, de Nª Senhora da Ajuda, das Naus ou de Lordelo, possui uma das maiores bacias hidrográficas do concelho do Porto. Apresenta vários afluentes que abrangem as freguesias de Paranhos, Ramalde e Lordelo do Ouro. Encontra-se maioritariamente entubada (79,4%), apresenta uma extensão de 14,4 km (no Porto) e desagua no rio Douro.

Em 2011 foi desentubado o primeiro troço da ribeira da Granja (troço da Quinta do Rio) e em 2013 foi promovido, por investidores privados, novo desentubamento e reabilitação junto da rua de Serralves (troço da Sache).  

Ao nível de investimento privado, foi promovido um desentubamento e requalificação das margens da ribeira da Granja junto da rua de Serralves no troço da Sache.

Paralelamente têm sido promovidas ações de reforço estrutural de alguns troços entubados da ribeira da Granja.


Ribeira da Lomba

A ribeira da Lomba, afluente da margem esquerda do Rio Tinto, tem origem na freguesia de Campanhã e desagua junto da rotunda do Freixo. Apesar de maioritariamente entubada (77%), esta linha de água apresenta ainda alguns troços a céu aberto junto da Estação de Comboio de Campanhã. 


Ribeira de Nevogilde

A ribeira de Nevogilde nasce na freguesia com o mesmo nome e desagua no oceano atlântico a sul da Estação de Zoologia Marítima Dr. Augusto Nobre na Foz. A linha de água resulta da junção de várias minas, apresenta uma extensão de 0,91 km e uma bacia hidrográfica com 0,51 km2. Esta linha de água apresenta-se maioritariamente a céu aberto (66,5%).


Ribeira de Masssarelos

A ribeira de Massarelos abrange as freguesias de Cedofeita e Massarelos e desagua no Rio Douro na Rua D. Pedro V. Apresenta uma extensão de aproximadamente 3,94 km e uma bacia hidrográfica de cerca de 2,2 km2. A ribeira de Massarelos encontra-se maioritariamente entubada (97,6%). 


Ribeira do Poço das Patas

A ribeira do Poço das Patas abrange a freguesia de Bonfim e desagua no rio Douro na avenida Gustavo Eiffel, entre as pontes de D. Maria Pia e do Infante. Esta linha de água, com uma extensão de cerca de 6,56 km e uma bacia de 1,87 km2 encontra-se totalmente entubada. 


Rio Frio

O rio Frio nasce na freguesia de Cedofeita, percorrendo a freguesia com o mesmo nome bem como as antigas freguesias da Vitória, Miragaia e Massarelos. Esta linha de água encontra-se totalmente entubada e apresenta uma extensão de 1,39 km.


Rio da Vila

O Rio da Vila nasce na freguesia de Santo Ildefonso, percorrendo a freguesia com o mesmo nome bem como as antigas freguesias da Sé e S. Nicolau. Desagua no Rio Douro na Praça da Ribeira. Esta linha de água encontra-se totalmente entubada e tem uma extensão de aproximadamente 7,69 km.


Rio Tinto
O Rio Tinto, afluente da margem direita do Rio Douro, nasce no concelho de Valongo, apresentando uma extensão de aproximadamente 11,4 km.  A sua bacia hidrográfica, com cerca de 23,5 km2, abrange os concelhos de Valongo, Maia, Gondomar e Porto (montante pra jusante). 
Na cidade do Porto, o rio apresenta uma extensão de 3,84 km e uma área de bacia hidrográfica de 7,5 km2  e tem como principais afluentes as ribeiras de Cartes, Currais, Vila Meã e Lomba.  O rio atravessa a zona oriental da cidade, zona de reduzida pressão urbanística, com pequenos aglomerados rurais e elevada prática agrícola nas margens das linhas de água conferindo uma paisagem bucólica à zona. O Rio Tinto apresenta um elevado potencial ecológico pela sua grande extensão a céu aberto, pela presença de uma galeria ripícola contínua e pelo traçado meandrizado do rio. 

O troço do Parque Oriental do Rio Tinto foi intervencionado (360 m) pela Município do Porto em 2010 no âmbito da criação do parque natural urbano da autoria do arquiteto paisagista Sidónio Pardal. No futuro prevê-se que o Parque Oriental da Cidade do Porto e a requalificação das margens do rio Tinto se estendam até à sua foz (no Rio Douro).   

A Águas do Porto integra o Projeto Rio Tinto que visa cadastrar as zonas de contaminação/poluição, monitorizar a evolução da qualidade da água, identificar as intervenções indispensáveis para a recuperação do rio, reavivar o ecossistema ribeirinho e definir usos futuros sustentáveis no mesmo. 

Este projeto tem como parceiros os Municípios de Valongo, Maia, Gondomar, Porto, as Águas de Gondomar, SA, as Águas do Porto, EM, a Universidade Fernando Pessoa e a Agência Portuguesa do Ambiente, I.P./Administração da Região Hidrográfica do Norte. 


Rio Torto

O Rio Torto, afluente da margem direita do Rio Douro, nasce no concelho de Gondomar e apresenta, na cidade do Porto, uma extensão de aproximadamente 3,2 km e encontra-se na sua totalidade a céu aberto. Desagua na cidade invicta na freguesia de Campanhã, perto do Palácio do Freixo. A bacia hidrográfica na cidade do Porto, apresenta cerca de 1,3 km2, contendo o solo características rurais uma vez que se verifica elevada prática agrícola. O rio Torto apresenta um traçado meandrizado e galería ripícola. 


Ribeira de Vila Meã

A ribeira de Vila Meã é um afluente da margem direita do rio Tinto, tem origem na freguesia de Campanhã, uma extensão de aproximadamente 2,2 km e encontra-se totalmente entubada.


Ribeira de Vilar

A Ribeira de Vilar abrange as freguesias de Massarelos e desagua no Rio Douro junto do Museu do Carro Elétrico. Apresenta uma extensão de aproximadamente 935 m e uma bacia hidrográfica de cerca de 0,14 km2. A ribeira de Vilar apresenta um troço a céu aberto no vale de Vilar (paralelo à Rua D. Pedro V).