Águas do Porto aposta na energia fotovoltaica para reduzir a pegada ecológica da cidade
14-08-2018

A Águas do Porto concluiu a empreitada de um parque fotovoltaico na sua sede, na Rua Barão de Nova Sintra, com uma potência de 330kWp. Composto por 1228 painéis solares, os mesmos foram instalados na cobertura dos três reservatórios de água existentes e representam um enorme passo na sustentabilidade económica da empresa e ambiental da cidade do Porto. 


O objetivo é gerar eletricidade limpa e minorar assim a sua pegada ecológica, através da redução da emissão de carbono: com a construção deste parque fotovoltaico, a empresa Águas do Porto evita cerca de 217 toneladas por ano de emissões de CO2 para a atmosfera.


Com um investimento de 307 mil euros, a empresa reduzirá, complementarmente, os custos associados à parcela de energia ativa consumida da sua fatura energética em cerca de 50% logo no primeiro ano de produção, amortizando o valor investido em apenas 8 anos. Para além disso, tratando-se de um equipamento idealizado para autoconsumo, a Águas do Porto pode ainda injetar na rede o excedente produzido, o qual pode ascender a cerca de 126 mil kWh/ano.
Atualmente, a energia ativa consumida é de cerca de 743,451 kWh/ano e a produzida pelo sistema fotovoltaico está estimada em 462.396 kWh/ano. Deste valor, 336.295 kWh/ano destina-se a autoconsumo, sendo que o restante valor energético poderá será exportado.


Em termos financeiros, isto representará uma poupança anual de quase 38 mil euros na parcela de energia ativa da na fatura do distribuidor publico de energia elétrica que, anualmente, se aproxima dos 67 mil euros. Em 25 anos, tempo de vida estimado para o parque fotovoltaico, no atual cenário de consumos, a empresa espera poupar cerca setecentos e quarenta mil euros face aos custos com energia elétrica.


Em 2019, o Parque fotovoltaico revelar-se-á ainda mais importante para a sustentabilidade ambiental da empresa com a chegada da nova frota automóvel elétrica. A adoção destes novos veículos implicará um aumento da fatura de eletricidade, mas que será traduzida também no aumento do autoconsumo e numa menor injeção na rede da energia produzida pelo parque fotovoltaico. Isto significa que, ainda assim, a Águas do Porto conseguirá poupar cerca de 43 mil euros na fatura anual paga ao distribuidor, além da importante poupança, quer financeira, quer ambiental, no gasto com combustíveis fósseis.