19/10/2020

O acesso ao Parque das Águas é livre, mas condicionado ao cumprimento de um conjunto de medidas de prevenção para minimizar o risco de propagação e contágio da doença, a adotar durante a sua utilização, que constam do Plano de Contingência SARS-CoV-2 do Parque.


O distanciamento físico de 1,5m entre pessoas, a etiqueta respiratória, e a utilização de meios de proteção, são algumas das medidas recomendadas pela DGS e que constam do referido Plano de Contingência.


Seja bem-vindo e disfrute do Parque das Águas em segurança.


A prevenção é a melhor proteção!




PARQUE DAS ÁGUAS


O Parque das Águas, situado na vertente Sul/Sudeste da margem esquerda do Douro, ocupa uma parte significativa das atuais instalações operacionais da Sede da Águas do Porto, E.M., na Rua Barão de Nova Sintra, 285 e pertence a um conjunto urbano de maior escala que, no concelho do Porto, se denomina Parque Patrimonial das Águas, conglomerando todas as instalações e redes de valor patrimonial. Como museu do território, montra de edificado e não edificado, de construído e de espaço verde, em comunhão com o restante acervo arquivístico e museológico, faz parte da Global Network of Water Museums Network, rede de museus da UNESCO.

 

Espaço de lazer e recreio, que respeita as regras sanitárias e proporciona segurança e conforto, numa perspectiva de qualidade e excelência, é sobretudo um sítio congregador de história, cultura e biodiversidade relevante na cidade do Porto, importante pelas suas qualidades de valor patrimonial desde o museológico e arqueológico, ao vegetal e animal. Na atualidade, a sua área verde, múltipla em espécies vegetais singulares corresponde a metade do antigo Bosque e Mata da Quinta de Vilar das Oliveiras.

 

Em 2018, após obras de qualificação paisagística e arquitetónica, foi novamente devolvido ao circuito de parques urbanos portuenses, contando com um património rico em espécies vegetais, animais e em objetos/edifícios de valor arqueológico. Como complemento no campo do equipamento, conta com o apoio de alguns pavilhões de conceção arquitetónica contemporânea constituindo-se num conjunto exemplar e singular no panorama dos espaços públicos da cidade. No âmbito do processo de valorização do património da Águas do Porto, esta área verde (68 500 m2) da cidade viu qualificada a sua mancha arbórea, criando espaços propícios ao retorno de algumas espécies animais e reabilitando os percursos e as obras de arte urbana e arte pública. Esta vertente museológica confere-lhe uma qualificação patrimonial singular sublinhando a sua função didática e pedagógica na esfera da história geral da cidade, em particular dos seus equipamentos e infra-estruturas básicas, essenciais, desde há cem anos, para a construção da imagem do Porto, como a cidade da água, por excelência.

 

As sucessivas ações de manutenção e valorização, tentam recuperar a imagem do parque perdida desde a década de 1940. Por outro lado, está a ser alvo de um cuidado especial de valorização tanto na vertente cultural como de lazer, dando lugar a um espaço de tranquilidade e comunhão com a Natureza. Sendo um espaço patrimonial nas vertentes assinaladas, é também um espaço de história portuense, pois, a partir do seu acervo edificado é possível falar da história dos espaços de onde foram transladadas e abordar cerca de 400 anos de passado da cidade e da região. Do seu espólio também fazem parte esculturas e edifícios de arquitetura contemporânea, marcas distintivas de uma estratégia consonante com a missão da empresa mais voltada com a sustentabilidade e a relação com a comunidade, a cidade e o território.


Para uma melhor orientação do visitante deste parque, num espaço que se encontra distribuído em várias áreas (jardim, bosque e mata) sugerem-se os seguintes percursos que, desejamos poder convidar os visitantes a percorrer e a disfrutar na sua plenitude.


Rua do Roseiral

Caminho Norte do parque onde se situam os jardins, a estufa, a “casa de Alice” e os núcleos museológicos. A presença do património edificado em comunhão com as várias espécies vegetais e animais é uma constante deste percurso entre os jardins e a clareira do parque.


Rua das Fontes

Caminho nascente-poente, axial e estruturante do parque a partir do qual se diverge e converge para um conjunto patrimonial formado essencialmente por fontes, arcas e chafarizes retiradas do espaço público portuense e por núcleos de árvores centenárias de grande porte.


Rua do Rio

Caminho Sul, limite com vistas privilegiadas sobre o território e a paisagem, o Rio Douro e as suas margens, o Vale de Campanhã e as Serras do Porto. A perspetiva sobre o parque sublinha valores patrimoniais, criando uma identidade impressiva na face oriental do Porto.

 

De alto valor histórico e patrimonial, a propriedade e o edifício de arquitetura burguesa e apalaçada constituída no século XIX, pertencente à família de Robert Reid, em 1922, foi comprada pela firma Almeida & Miranda, joalheiros portuenses da Rua de Cedofeita que nela realizaram um conjunto de melhoramentos considerável. renovando o interior do palacete e cuidando da Mata e da Quinta.

 

Entre 1922 e 1927 a quinta foi alvo de várias propostas de compra das quais se destaca, pelos avultados meios que a essa operação estavam alocados e na transformação da paisagem que iria operar, a que envolveu o Futebol Clube do Porto, que aí tencionava instalar o seu campo de treinos de diferentes modalidades desportivas e a sua nova sede). Este negócio saiu gorado e, finalmente, em 1927, a Quinta foi expropriada, desta feita sem negociações e com grande contestação por parte dos proprietários, por quatrocentos contos, pela Câmara [de gestão militar pós golpe do 28 de Maio de 1926] do Porto com o propósito de servir de sede aos recém criados Serviços Municipalizados de Água e Saneamento [1 de Abril de 1927].

 

A “Quinta” foi alvo de um plano global de intervenção que pressupunha a construção de um vasto parque de reservatórios de água do qual apenas se concretizou uma escassa primeira fase consumada em 1929 com a construção do Reservatório e da Central elevatória e com a remodelação e ampliação do antigo palacete [1934-1940/1961-1963]. Dessa enorme mancha verde que ainda se pode visionar nas fotografias de 1928 que retratam a construção do 1º reservatório, apenas sobrou cerca de cinquenta por cento, sensivelmente a mesma área ocupada hoje num terreno que, entre 1928 e 1940 foi adquirindo parcelas contíguas e vendo o nascimento de uma plataforma logística que se viria a revelar central, polarizadora e eficaz na gestão de instalações e redes de abastecimento de água e saneamento.

 

Objecto de sucessivas adaptações entre o ciclone de 1941 – que abateu um número considerável de árvores e destruiu muitos caminhos que perduravam desde a original ocupação deste terreno (casa burguesa edificada no século XIX rodeada de uma frondosa e diversificada massa arbórea, maioritariamente autóctone), viu a sua massa arbórea modificada em várias épocas do século XX, sendo a que decorre do referido ciclone a mais importante pois, em 1953, transformou radicalmente a fisionomia do parque introduzindo um conjunto de espécies exóticas.

 

Desde 1928, coincidindo com o reforço da distribuição e abastecimento de água ao domicílio do Grande Porto (1934), foram recolhidas da via pública arcas de água, fontes e chafarizes e colocadas nos terrenos da parcela sul, entre o edifício-mãe e os limites confrontantes com a linha de Caminho de Ferro e o Cemitério do Prado do Repouso, formando um conjunto único e singular, patrimonial. Após uma tímida primeira abertura à cidade na década de 1940, foi em 1987, coincidindo com as comemorações do centenário de abastecimento de água à cidade (1886) que “Nova Sintra” passou a integrar o roteiro de parques e jardins portuense.

 





+Info:


Contactos: 

  • Tel.: Geral Águas do Porto - 225190800
  • Email: geral@aguasdoporto.pt


Como chegar: 

  • STCP: linhas 207, 400;
  • Metro: Estação do Heroísmo - Linhas A, B, C, E e F
  • CP: Estação de Campanhã


Horários: 

  • Segunda a sexta: 10h00-18h00;
  • Sábados, domingos e feriados: 9h00-19h00 entre abril e setembro, e 10h00-18h00 de outubro a março.



Lotação máxima: 30 pessoas

Anexos
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