Despoluição do rio Tinto cumpre-se com a conclusão da obra do intercetor
17-07-2019

A obra do intercetor do rio Tinto está concluída e foi inaugurada na manhã desta quarta-feira. Com ela, resolve-se o maior problema ambiental que existia há décadas na cidade do Porto.


Solucionou-se aquele que era um dos maiores problemas existentes com um rio na zona Norte do país e que, desde a primeira hora, contou com o empenho do Município do Porto. O rio Tinto tem hoje um intercetor e a água que nele corre, entre Gondomar e a cidade do Porto, é agora cristalina.


O investimento total da empreitada foi de cerca de 9 milhões de euros, tendo envolvido os dois municípios, que com o Ministério do Ambiente, obtiveram financiamento comunitário, através do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos (POSEUR).


Por esse motivo participaram na visita desta manhã ao local, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira,o presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, o vice-presidente da Câmara do Porto e vereador do Ambiente e Inovação, Filipe Araújo, a vereadora dos Transportes, Cristina Pimentel, o Conselho de Administração da Águas do Porto, e o presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Ernesto Santos, entre outras personalidades.


Com esta obra, cumpre-se o desígnio de poder ver e usufruir de um rio Tinto despoluído e saudável, cujas margens podem, agora, ser percorridas pela população. Além disso, constitui motivo de descoberta, pela biodiversidade que já nele se avista.

Por outro lado, esta intervenção concretiza um desejo de todos os portuenses que é a duplicação do Parque Oriental da cidade do Porto, que passará de 8 para cerca de 16 hectares de extensão.


A estrutura linear do Parque acompanha o leito do Rio Tinto entre o Freixo e Pego Negro, seguindo até Gondomar, numa extensão de percurso total de cerca de 6 quilómetros (cerca de 3 quilómetros no Porto), oferecendo um a percurso pedonal e ciclável, paisagisticamente arquitetado.


Esta empreitada configura ainda um passo muito relevante para Campanhã, tendo em vista a necessária integração urbanística no corpo da cidade das zonas do Freixo, Quinta da Revolta, Azevedo de Campanhã e Lagarteiro e dos diversos núcleos rurais até Pego Negro.


O intercetor permitiu reabilitar o emissário existente numa extensão de quase 1.300 metros e construir um exutor com cerca de 3000 metros, que liga as estações de tratamento das águas residuais (ETAR) do Meiral, em Gondomar, e do Freixo, no Porto.